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8 atitudes simples que você pode tomar hoje mesmo para salvar os oceanos

Por Ana Beatriz Fidelis | Voluntária do WWF-Brasil


Neste exato momento cada um de nós está de alguma forma contribuindo para a destruição dos oceanos, seja por meio do lixo que descartamos, pelo que comemos, pelo modo como nos deslocamos ou até mesmo pela roupa que vestimos.


Felizmente, hoje a consciência acerca dos efeitos que a atividade humana tem sobre os oceanos é cada vez maior e mais discutida. Entretanto, o ritmo com o qual os mares, e o meio ambiente em geral, vêm sendo destruídos podem trazer consequências irreversíveis para a sobrevivência do ecossistema.


Especialistas preveem o desaparecimento de 24% a 40% de vertebrados e moluscos marinhos, e atentam para o fato de que, cada vez mais poluídos, os mares podem, em um curto intervalo de tempo, abrigar mais lixo do que peixes.


Esse cenário pode ser transformado com pequenas mudanças de hábitos no nosso dia a dia. Confira dicas de algumas atitudes simples que você pode tomar hoje mesmo para salvar os oceanos!


1. Repense o seu consumo de peixes e animais marinhos

Especialistas acreditam que a maior ameaça individual para a vida marinha é a sobrepesca. A pesca predatória tem consequências gravíssimas ao meio ambiente, podendo levar ao desaparecimento de espécies, causar desequilíbrios na cadeia alimentar e resultar em alterações profundas nos ecossistemas marítimos.


Desta maneira, se a proteína animal faz parte da sua dieta, você pode fazer seu consumo de maneira consciente. Coma tipos variados de peixes e procure saber a procedência do alimento. Saiba mais sobre o consumo responsável de pescados aqui.


Steffen Kraft - (Cara, repense sua vida)

2. Dê preferência para a cultura orgânica

Isso mesmo! Consumindo alimentos orgânicos, você também ajuda os oceanos!


A agricultura orgânica é um sistema de produção que procura chegar o mais próximo da natureza, o que implica no não uso de: agrotóxicos, fertilizantes solúveis, hormônios, entre outros aditivos químicos.

Diferente da agricultura convencional, esse processo não agride o meio ambiente, não degrada ou contamina o solo e os corpos hídricos ao entorno, e não contamina as reservas subterrâneas de água, os lençóis freáticos, e nem os oceanos!!!


3. Utilize tecidos não sintéticos

Tecidos sintéticos são feitos nada mais nada menos do que com fibras de compostos plásticos!


Todos hoje em dia quando pensam em poluição por plástico pensam sempre nos plásticos que conseguimos ver. Mas a questão é que grande parcela de todo o plástico presente nos oceanos é na realidade microplástico, que são partículas com dimensões de micro ou nanômetros. E uma das principais fontes deste material são os tecidos sintéticos.


Cerca de 60% das roupas que usamos são compostas por fibras sintéticas, devido ao baixo custo de produção. Estas, por sua vez, são liberadas ao serem lavadas e vão parar nos rios e oceanos. Por isso, dê preferência a tecidos não sintéticos.


Além de ajudar os oceanos, o uso destes traz muitas outras vantagens: em geral são mais confortáveis, flexíveis e resistentes, deixam a pele respirar e as fibras naturais não deformam.


4. Repense o seu deslocamento pela cidade

Extremamente nocivos ao ar, os carros poluem também as águas. A queima de combustíveis, como petróleo, gás e carvão, acelera o aquecimento global e, consequentemente, aumenta a temperatura dos oceanos. Com oceanos mais quentes, o habitat marinho sofre inúmeras mudanças. Se continuarem a aquecer, os corais podem desaparecer até 2050.


Além disso, os pneus de automóveis são outra importante fonte de microplástico nos oceanos. As partículas liberadas da borracha são transportadas pelos ventos e pela água para córregos e riachos.


Desta maneira, podemos contribuir com pequenas mudanças nos nossos hábitos de deslocamento pela cidade:

  • Dando preferência ao transporte público – quanto menos carros na rua melhor;

  • Sendo adepto das caronas, seguindo a mesma lógica do transporte público;

  • E, se puder, indo sempre a pé ou de bicicleta – a saúde também agradece!


5. Recicle e diminua o uso de produtos plásticos

Trilhões de objetos plásticos flutuam pelos oceanos e são responsáveis por inúmeras mortes de animais anualmente. O material é um dos que leva mais tempo para se decompor, centenas de anos, e por isso é tão ameaçador à vida marinha.


Extremamente presente no nosso dia a dia, é necessário prestar atenção em como eliminar o plástico da rotina. Você pode adotar atitudes simples para mudar, tais como:

  • Utilizar sacolas, garrafas, canudos, entre outros objetos, que sejam de materiais mais resistentes e não precisem ser descartados;

  • Dispensar embalagens desnecessárias no próprio local de compra. Muitas lojas e supermercados permitem que você recuse ou dispense a embalagem sem ter que levá-la para casa.


Steffen Kraft - (8 milhões de toneladas de plástico descartado vão parar nos oceanos todos os anos)

6. Fiscalize as marcas que você consome

Nós como consumidores podemos exigir mudanças! Por isso temos que estar atento às marcas das quais somos consumidores.


Muitas marcar não são responsáveis em relação ao meio ambiente. Apoiar o trabalho dessas apenas contribui para a destruição do planeta.


Um consumidor por não ter força, mas juntos somos milhões!


7. Fique de olho na sua pegada ecológica

A pegada ecológica é um método que dimensiona a marca que deixamos no meio ambiente. A partir dela é possível analisar se os padrões de consumo são compatíveis à capacidade ecológica do planeta.


Calcule a sua e preste atenção nos impactos que seu estilo de vida tem na natureza, este é um bom primeiro passo para começar a mudar.


8. Mantenha-se informado e seja um colaborador ativo

Fique atento a notícias sobre a exploração marinha, apoie organizações e campanhas ambientais e busque compartilhar esses hábitos e conhecimentos com as pessoas ao seu redor.


Tem mais alguma ideia para ajudar a salvar os oceanos? Compartilhe nos comentários aqui ou no nosso evento do Facebook. Participe da #MarchaPelosOceanos


Fontes: Greenpeace; WWF-Brasil /Pegada Ecológica; OMO; G1; Ecycle; El País; National Geographic


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